
O vereador Professor Junão denunciou uma possível irregularidade envolvendo servidores municipais de Timbiras, interior do Maranhão. Segundo o parlamentar, funcionários públicos estariam recebendo salários abaixo do mínimo nacional, situação que, de acordo com ele, já foi levada ao Ministério Público e voltou a ser debatida na Câmara Municipal.
De acordo com o vereador, a denúncia partiu de trabalhadores da zona rural do município, especialmente zeladoras e monitores, que procuraram seu gabinete para relatar os baixos valores recebidos mensalmente.
“A gente recebeu essa denúncia de funcionários municipais, principalmente das zonas rurais, zeladoras e monitores, que estavam recebendo esses valores. Muitos deles chateados porque, segundo os mesmos, o dinheiro não dá para praticamente manter nada. As pessoas precisam se vestir, comprar comida, comprar medicação”, afirmou.
Ainda segundo o parlamentar, após receber os relatos, ele decidiu encaminhar a denúncia ao Ministério Público e também apresentou o caso na Câmara Municipal, cobrando explicações da gestão Paulo Vinicius.
Junão afirma que o município respondeu alegando que os trabalhadores citados cumpririam jornadas inferiores a 25 horas semanais. No entanto, segundo ele, os dados disponíveis no Portal da Transparência apontariam uma carga horária diferente.
“O município respondeu com uma história meio complexa, alegando que as pessoas trabalham menos de 25 horas. Mas lá no Portal da Transparência está 44 horas”, declarou.
O vereador também afirmou que voltou a levar o assunto à Câmara para solicitar novas informações sobre a situação. Segundo ele, a iniciativa acabou sendo rejeitada pela maioria dos parlamentares da base governista.
“Infelizmente, os nossos colegas vereadores da base reprovaram. Tivemos a aprovação dos meus dois colegas de oposição. Lamentavelmente, os colegas de situação reprovaram”, disse.
Mesmo diante da rejeição, o parlamentar afirmou que continuará fiscalizando a situação e que pretende encaminhar novamente o caso ao Ministério Público para que sejam adotadas providências.
“A gente não pode desistir de fiscalizar, que esse é o papel fundamental. Vamos encaminhar novamente ao Ministério Público para cobrar que seja realizado o pagamento digno para essas pessoas”, destacou.
De acordo com o vereador, os valores recebidos por alguns desses trabalhadores variariam entre R$ 400 e R$ 700 montantes que estariam abaixo do salário mínimo vigente no país.
Até o momento, a Prefeitura de Timbiras não se manifestou oficialmente sobre as declarações do parlamentar.
