
O Maranhão deu mais um passo no fortalecimento do monitoramento de abalos sísmicos com a instalação de um novo sismógrafo no município de Codó. O equipamento foi entregue na última quarta-feira (22) e integra a Rede Sismográfica do Nordeste (RSISNE), por meio de parceria entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) e o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN).
Com a novidade, o estado passa a contar com dois pontos de monitoramento: um em Estreito, instalado em 2025, e agora outro em Codó. A ampliação busca garantir maior cobertura territorial e mais precisão na detecção de eventos sísmicos.
Segundo o supervisor do Centro de Prevenção de Desastres Ambientais (CPDAm), Caco Graça, a iniciativa fortalece a capacidade de resposta diante de possíveis ocorrências naturais.
“A expansão da rede sismográfica é mais uma ação da Sema visando a mitigação dos riscos decorrentes dos desastres naturais no estado e o avanço na capacidade de detectar eventos sísmicos e fornecer informações rápidas e precisas às autoridades e à sociedade”, destacou.
A escolha dos municípios de Estreito e Codó foi baseada em critérios técnicos e geográficos, com o objetivo de alcançar cobertura total do território maranhense.
Além de registrar abalos sísmicos, os equipamentos também têm utilidade científica e estrutural. De acordo com o professor Eduardo Menezes, do LabSis/UFRN, os dados coletados ajudam em diversas áreas.
“A estação sismográfica não existe somente para registrar tremor de terra. Ela fornece conteúdos importantes e informações científicas que ajudam no monitoramento de exploração de minérios, na construção de pontes e barragens, registrando e localizando onde os eventos ocorrem”, explicou.
Apoio local e ações ambientais
Em Codó, o equipamento foi instalado com apoio da gestão municipal, que disponibilizou espaço na Secretaria de Meio Ambiente, além de conexão de internet para transmissão dos dados em tempo real.
O secretário municipal Ferdinando Rocha Silva destacou que a iniciativa se soma a outras ações ambientais em andamento no município.
“Além do sismógrafo que irá servir a todo o estado, estamos instalando nossa sala de situação e adiantando as ações do projeto AdaptaCidades, programa que apoia os municípios no desenvolvimento de planos voltados às mudanças do clima”, afirmou.
A ampliação da rede sismográfica representa um avanço importante na prevenção de desastres e no planejamento ambiental do Maranhão, aliando tecnologia, ciência e gestão pública.



